Detesto, mas detesto mesmo! Ler instruções! Tudo me irrita. Começa logo porque nunca encontro o português, por isso, com sorte, leio espanhol ou inglês, mas a maior parte das vezes acabo a tentar perceber as imagens (missão impossível) com umas legendas em russo ou noutros caracteres esquisitos. Depois respiro fundo, e lá encontro o PT. E começo a ler. E recebo toda e qualquer informação inútil, menos o que preciso saber. Desespero. Ligo ao meu consultor e arrumo as instruções. O pior é que, no meu caso, eu deveria mesmo ler as instruções. Mas não dá. Aquilo irrita-me. Não sei se é coisa de gaja, só sei que eu e as instruções nunca nos entendemos.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
Escola pública
Tive muita sorte com a escola pública da minha filha mais velha. Tudo correu sempre lindamente, com professores dedicados, carinhosos, assíduos e competentes. Agora com a filha pequena, e apesar de estar tudo a correr normalmente, venho confirmar alguns preconceitos que tinha em relação à escola pública. Continuam a ser preconceitos porque, como eu própria aprendi, existe o excelente na pública. Mas existe também o laxismo, o deixa andar, a preocupação apenas com a logística imediata e o não priorizar o bem estar deles, a aprendizagem de coisas novas, a abertura das suas fronteiras, o estimular a brincadeira saudável com os colegas. E dói-me o coração. Porque queremos sempre o excelente, especialmente para as nossas filhas.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Hoje escrevi.
Depois de ler estes posts, estive a pensar nestes assuntos, no meu próprio blog e no que ele tem mudado. No início não publicava fotos, mas pensei "porquê?" Que é que a minha vida tem de tão especial que tem de ser genericamente vedada? Fui ler, pesquisar, e o que descobri é que "os agressores mais frequentes são amigos ou conhecidos, mais frequentemente o pai e o padrasto." Infelizmente esta é a realidade. Não quero viver numa redoma, nem quero que as minhas filhas cresçam hiper protegidas. Aprendi cedo que a melhor prevenção é a informação, por isso falo abertamente com elas de muita coisa, não proibio programas televisivos, vou explicando, e pretendo explicar cada vez mais quais os riscos, os limites e os cuidados que têm de ter. Mas nunca estarão imunes ao risco. Nunca. E não é não pôr umas fotos aqui que as protege.
Também me sinto discriminada no parque quando chego, sento-me, e digo à minha pequena de 3 anos para ir brincar. E ela vai, e fala com os outros meninos, e de vez em quando cai, e depois brinca outra vez...enquanto os outros pais e avós me olham de soslaio, mesmo a dizer "que mãe negligente que deixa a menina desprotegida". Não, não deixo. Estou sempre a ver, pelo canto do olho, se se magoa e, principalmente se maltrata (sem intenção) outros meninos, que é um risco bem maior nesta idade. Talvez por ser segunda filha e por esta sempre ter sido a política do meu marido que as deixa, desde pequenas, brincar e explorar os seus limites, aprendi a ser imune aos olhares.
Não quero viver numa redoma, de janelas fechadas e de filhas trancadas. Vivo num prédio com um jardim enorme, onde quase só as minhas filhas brincam porque ninguém deixa os meninos irem lá para fora brincar sozinhos. Vivo num RC, sempre com as persianas e janelas abertas, que é caso único. Todos os outros estão sempre fechados. Porquê? Deixamos o excesso de privacidade e o medo do papão fechar os nossos mundos. Recuso-me a viver fechada e escondida.
E tudo isto me lembra o meu trabalho. Tenho uma loja. Vendo cadeiras-auto para as crianças e nem imaginam a quantidade de vezes que ouço o "vamos comprar uma boa para as viagens grandes e uma fracota para o dia-a-dia." E lá vou explicando que, contrariamente ao que a maioria das pessoas pensa, a maior parte dos acidentes com crianças ocorre em distâncias curtas e perto de casa. As pessoas criam imagens dos acidentes (em autoestradas), dos pedófilos, (atrás dos computadores), dos raptos...e tomam as suas decisões com base nessas imagens.
Repito, não quero expôr demais as minhas filhas e a minha vida, mas recuso-me a viver num mundo de medo, de falácias e de janelas fechadas. E quanto ao blog vou sempre respeitar isto, mas sem encobrimentos inúteis.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
piadinha
Tempestade no Porto. Vai tudo para a janela tirar fotos ao espetáculo e a vida continua. Tempestade em Lisboa. A cidade bloqueia e fica um caos.
Estou com uma neura.
A porra do dinheiro é quando o orçamento não te permite escolher o que querias, como a escola dos filhos. E isso é uma grande porra.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
O que os adeptos da cantiga "do antigamente"....
....não conseguem perceber é que uma criança fica tão facilmente seduzida por um aparelho eletrónico como fascinada com uma bola de sabão ou um pião.
sábado, 5 de abril de 2014
Embirrações
...pessoas da minha faixa etária que tratam os filhos por você e vice-versa. Respeito? ...O tanas. Na minha opinião é mais armanço que outra coisa qualquer.
terça-feira, 25 de março de 2014
Coisas
A Bisa dizia que a pega da chávena ficava sempre virada para trás no micro-ondas, independentemente do tempo. Eu sempre que abro um medicamento é pelo lado do folheto. Sempre.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Embirração:
Demasiado photshop, Photoshop repetitivo, isto é, aquelas fotos em que o verde é sempre alface, o azul é sempre cobalto, o amarelo é sempre torrado...
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Money
Um dos maiores preconceitos dos nossos dias é o dinheiro. O pudor que as pessoas têm com preços, salários, compras, gastos e afins é absurdo.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Aplicações parvas do facebook
Mas quem é que acha que interessa aos outros saber quem faz anos da sua lista de amigos? A sério, a quem interessa saber que o Zézinho, que não conhecemos de lado nenhum, faz anos. E as músicas que estão a ouvir...who cares?
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
brunch
Como é que se passou do conceito de pequeno-almoço/almoçarado, portanto relativamente cedo, para o atual conceito de brunch que é um almoço tardio? As coisas que os latinos conseguem fazer são incríveis...
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Barba!
Hoje na fase final do meu estudo (num shopping à hora de almoço), conclui que cerca de 75% dos homens entre os 25 e os 40 e que não usam fato num dia de semana, têm barba! Seja ela um barba a fingir que não fizeram, ou uma barba a sério, todos têm. E isso faz com que eu seja "apenas" mais um e como dono de uma barba digna desde 1999/2000 (salvo raras excepções temporais curtas, houve fases em que ultrapassou os 12cm de comprimento) não posso permitir este ultraje sem no mínimo manifestar o meu desagrado e reclamar a minha originalidade! Como disse uma vez a um inglês que se riu da minha barba "It's not for those who want, but for those who can" (adoro frases portuguesas em inglês...).
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Polémico
O uso de palavreado vernáculo no norte é inversamente proporcional à educação e gentileza no sul. O obrigado e o se faz favor escasseiam no sul. E apesar das nossas caralhadas ocasionais, por vezes mais do que ocasionais, damos sempre um sorriso e um obrigada a quem nos traz o café. Idiossincrasias norte/sul.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Ironizando...
Tomei uma decisão. Vou deixar de lavar o cabelo. A sério, estive a fazer as contas e perco horas de vida, por isso já fui ali à minha banheirinha informá-la que não vou mais lavar o cabelo. As respostas a pedirem que reconsiderasse não tardaram e eu, sensibilizada, reconsiderei. Obrigada shampô e amaciador.
A sério, haverá lá coisa mais parva do que ir para o facebook anunciar-se que não se voltará ao facebook? Fónix.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Filhos/Pais
Devia haver uma idade mínima a partir da qual os filhos poderiam ser a ferramenta do equilíbrio/valorização sentimental dos pais: lá para os 40/45 anos. Nunca antes disso. Acho que deve ser das coisas que mais hipoteca o futuro de uma criança: a responsabilidade precoce e descabida pelo bem-estar de um progenitor. Essa função é nossa.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
tv
Toddlers and Tiaras: no-jen-to. As mãezinhas são nojentas, o júri é nojento, as roupas são nojentas, os cenários são nojentos, os postiços e as maquilhagens aplicadas são para lá de nojentas, e o mais triste de tudo é que as criancinhas serão adultas nojentas.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Amadorismo
Admiro a profissão de fotógrafo. O que eles conseguem fazer com as imagens é genial.
Admiro a profissão de pintor. É um trabalho criativo árduo e com resultados brilhantes.
Admiro a profissão de designer de moda. Não é fácil comercializar criações.
Admiro muito chefs profissionais. Elevar a comida a níveis superiores requer conhecimento e arte.
Acho que há que distinguir amadorismo de profissionalismo. Para se ser profissional de uma área tem que se aprender, trabalhar, praticar e obter resultados. Não é porque alguém tira umas fotos giras a pessoas sorridentes que é fotógrafo. Ou faz uns quadros sofríveis que é pintor. Ou cose umas coisitas em casa que vende a vizinhos e a deslumbrados no facebook que é profissional da moda. Ou faz uns bolitos e vende à peça que é chef. Até pode ser positivo e válido mas há que distinguir o amador do profissional.
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