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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

ADN

Se os meus filhos herdarem:
a capacidade de amar do pai,
a generosidade de um e a iniciativa do outro avô,
o sentido de família da avó,
a coragem da avó que nunca conheceram,
a integridade do tio,
e a inquietude da tia,
serão, certamente, seres humanos extraordinários.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O mais difícil de ser mãe de 4

é as necessidades de cada filho não terem hora marcada. Não dá para dar atenção e mimo a um e depois passar ao próximo. A disponibilidade tem de ser constante e elástica. Às vezes sinto-me um polvo em serviços mínimos.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Escola

Não. À terceira o processo de os deixar na escola não é mais fácil.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Verão 2016. Ita

Voltamos no Domingo. Mas voltamos apenas 6. Parece muito mas voltamos sem o 7º elemento. A nossa velhota, a nossa resistente, ficou no Pedrogão. Morreu velhinha e muito doente. Andou connosco para todo o lado, mesmo neste verão onde já eram 4 crianças. Viajava aos meus pés, partilhava o meu pão do pequeno almoço e dormia perto de nós. O regresso foi triste e agora, já em casa, parece que falta sempre alguma coisa. E falta. Esta foto foi há 10 anos. Com as nossas bichas, cheias de mimo e energia, grávida da minha primeira filha.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Ter um bebé internado na neonatologia é...

...ter a vida em stand by,
...ter o teu nome em tudo que é etiquetas de soro,  papéis vários,  relatórios,  medicação,  etc,
..ir percebendo como a coisa funciona aos poucos,  juntando informação a conta gotas,
...lavar as mãos centenas de vezes,
...aprenderes sobre cateteres,  sondas,  monitorizações,  glicemias,  etc,
...suportar temperaturas altíssimas,
...partilhar medos com as outras mães só pelo olhar.  Fala-se pouco na neo.
...esperar pelas palavras dos médicos e dos enfermeiros como se fossem a mais preciosa informação de sempre,
...controlar os algarismos da pesagem religiosamente,
...tentar controlar as lágrimas teimosas que teimam em aparecer...

Ter um bebé na Neo e outro,  com a mesma idade,  na obstetrícia,  é isto tudo,  mas com um equilíbrio ainda mais difícil.  É ter o coração partido,  o tempo dividido e a sensação que estamos sempre a falhar.

Ter um bebé na neo e o outro em casa é sair do hospital com um bebé lindo e saudável,  mas lavada em lágrimas,  é organizar uma rotina dificílima de idas ao hospital,  é estar em casa a pensar no que está na Neo,  e estar na Neo a pensar no que está em casa,  é continuar com o coração partido.

Trazer finalmente o nosso bebé da Neo para casa é uma mistura de felicidade e alívio,  com medo e angústia,  porque o nosso bebé vai passar de estar constantemente vigiado e cuidado por uma equipa hiper competente e capaz,  para estar apenas a nosso cargo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Curtas- gravidez #5

A todas as pessoas que perguntam: "a sério, já precisas de ajuda para te levantar?"- Não, não preciso, por isso é que é uma ajuda e não uma necessidade. Mas que ajuda muito, ajuda.

domingo, 4 de outubro de 2015

sábado, 3 de outubro de 2015

Curtas- gravidez #3

Gravidez também pode ser comparada à infância: voltamos a amuar por tudo e por nada, com a lágrima sempre pronta a sair e com sono às 9 da noite.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Curtas- gravidez #2

Estar grávida também é um bocadinho como ser idosa de repente: pegar em algo do chão é uma tarefa dificílima, levantar do sofá custa horrores, no carro vamos com a mãozinha na pega para aguentarmos as curvas...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Curtas- gravidez #1

Outro dia dei por mim a pensar que isto de estar grávida é um bocadinho como ser gajo: incapaz de responder a várias questões ao mesmo tempo, incapaz de multitasking, lentificação generalizada...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Hoje é um dia triste.

A minha velhota preta, gorda da dona, pote preto, goofy do dono, pretinha, chica, chiquinha...morreu hoje. Hoje é um dia triste.

domingo, 3 de maio de 2015

Eu sou a mãe...

Eu sou a mãe que muitas vezes adivinha reações,  mas também se surpreende com atitudes.
Eu sou a mãe que conhece as suas músicas e canta com elas.
Eu sou a mãe que lhes conhece o cheiro.
Eu sou a mãe que tenta ao máximo respeitar os seus timings.  Mas diz muitos nãos.  Muitos mais do que queria.
Eu sou a mãe que limpa ranho,  lava cabelos e põe creme.  Limpa orelhas,  lava mãos inúmeras vezes e assegura-se que a roupa está limpa.
Eu sou a mãe que vê mochilas, interroga por trabalhos de casa e, quando é preciso,  vai explicar unidades de medida.
Eu sou a mãe que dá colo e mimo. E ralha e berra, e às vezes desespera. Muitas vezes desespera.
Eu sou a mãe que sabe quando estão doentes,  nervosas ou apenas cansadas.
Eu sou a mãe que apressa sopas e comidas porque sabe as horas ideais para comerem sem birras,  ou pelo menos com menos birras.
Eu sou a mãe que é mediadora de conflitos com diplomacia e paciência. Outras vezes com berros e ameaças.
Eu sou a mãe que vai buscar à escola e não dispensa o sorriso quando as vê, para saberem sempre que tive saudades.
Eu sou a mãe que sente culpa e preocupação e tem dúvidas.  Eu sou a mãe que queria 5 mim de sossego. Mas que, quando estão longe, pergunta  de 5 em 5 min  se estarão bem.
Eu sou a mãe que sabe os nomes dos amiguinhos da escola e com quem gostam de brincar.
Eu sou esta mãe.  Nem melhor nem pior que qualquer outra.  Sou apenas esta mãe.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mas Abril foi também o mês em que...

Zanguei-me a sério.
Dancei a sério.
Bebi a sério.
Chorei a sério.
Ri a sério.
Gastei a sério.
Trabalhei a sério.
Amuei a sério.
Agradeci a sério.
 
E agora, depois de um Abril a sério, estou a fazer figas para que seja um Maio seriamente tranquilo, sem os problemas realmente sérios de Maio de 2014.

Abril 2015

Abril foi o mês:
- de organizar uma mega festa para a minha princesa pequena, com tudo o que a que tinha direito, mas a aniversariante não "esteve" na própria festa porque estava doentinha. No dia seguinte melhorou e não faltarão festas...
- em que o meu marido tomou as rédeas da organização das minhas festas do 35º aniversário. Tive direito a ostras e champanhe, margaritas, sangria e tacos, shots e gin. Tive amigos e família. Tive jantar com muita gente em casa, surpresa, com pai e sogro a ajudar. Tive bolos e mousses e os parabéns cantados a muitas vozes e as velas sopradas pelos mais pequenos. Tive prendas lindas e um anel lindo de morrer.
- fui a um jantar/gala no Palácio da Bolsa, presente das minhas amigas. E ainda tive um almoço tradição no dia de anos. Foi uma verdadeira maratona de comemorações. Sou uma privilegiada.

quinta-feira, 19 de março de 2015

pai

Disse-me uma vez uma pessoa muito inteligente que os melhores pais de cada criança são, salvo raras exceções, os próprios. Eu entendi perfeitamente o significado e concordo plenamente. No entanto, e neste dia do pai, não deixo de pensar que tive um bocadinho mais de sorte que a maioria. É que o meu é mesmo excecional.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Auschwitz

Já estive em Auschwitz. Para aí em 96 ou 97. Há uma eternidade portanto. E nunca esquecerei. Nunca esquecerei passar o portão com aquela frase cúmulo da maldade e da ironia. Nunca esquecerei o silêncio que se faz. Inevitavelmente. Mesmo num grupo de adolescentes de calções e óculos de sol. Um silêncio espontâneo, carregado de incredibilidade e vergonha. Fala-se pouco em Auschwitz. Nunca esquecerei as fotos, os montes de sapatos e de óculos. E acho que toda a gente devia ir a Auschwitz, pelo menos uma vez na vida. Mesmo de calções e óculos de sol.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

coisas de menina do interior...

O mar nunca me é indiferente. Nunca. Tenho a sorte de viver muito perto e trabalhar ainda mais. E nos inúmeros percursos casa-trabalho-escolinhas opto muitas vezes pelo caminho com mais mar, sei de cor onde devo parar no semáforo para ver melhor o oceano, gosto de adivinhar os seus inúmeros tons de cinza, verde, azul, laranja, rosa, prateado ou dourado, consoante o tempo. Acho mesmo que é coisa de menina do interior que viveu sem mar no dia-a-dia até aos 18, mas apercebo-me que o mar para os do litoral é um dado adquirido. Para mim não, nunca me é indiferente. E as minhas filhas já repetem muitas vezes: olha, que mar tão lindo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

idades

Terça-feira, na reunião dos anões... pausa para o riso..., tive uma reação de espanto quando falei da minha filha de 8 anos, e perguntaram-me logo de seguida a minha idade. Pensei um bocadinho e disse 34.

sábado, 18 de outubro de 2014

TPM

Pergunto-me quando é que cessou a minha intolerância às piadas de TPM. Dou por mim a achar piada às inteligentes e a reconhecer-lhes a razão. E pergunto-me se isto é também crescer?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Fotos de quando eu era fofinha/ tá feito Di!

 Esta sou eu, e não a Francisca, no Bom Jesus de Braga, na clássica pose "dar milho aos pombos":

 
Esta sou eu com a minha mãe, na Quinta da Armada:
 
 
 
E esta sou eu, e não a Matilde, na primária, nas tão saudosas fotos com uma imagem dos alpes no fundo (why?):