quinta-feira, 9 de abril de 2015

Princesa

Adora chicletes e masca-as com gosto.
Tem madeixas de mil tons e ainda não diz os "res".
Quando está excitada para qualquer actividade não anda nem corre,  dá saltinhos felizes até onde quer ir.
Dou-lhe o ombro esquerdo, ela agarra-se e rende-se ao sono. Protegida e embalada pela minha respiração. Miúda valente durante o dia mas, quando chega o sono, só se permite dormir guardada. Não sossega sem escolta. Guardá-la-ei enquanto puder.
Na hora de acordar é deixá-la sossegada que sossegará. Tem o pior acordar do mundo. Só deve ser acordada em último recurso. Infelizmente o último recurso é diário.
Tem uma memória prodigiosa para as promessas que lhe fazem. Uma promessa não deve ser feita em vão, porque ela esperará que se cumpra.
Inventa histórias e conta-as de forma deliciosa.
Quando alguém estranho lhe pergunta algo, ela responde. E eu estranho. Porque nunca a irmã respondeu. São tão diferentes. E às vezes tão iguais. Mas amigas, irmãs, companheiras e cúmplices. Como deve ser.
Quando nos vê sentados no sofá,  pai,  mãe e irmã,  atira-se de cabeça a gritar familinha. 
Adora a tia, a avó e os avôs. O tio, as tias, e todos os primos. A Pi e os amigos da escola.
Quando contrariada levanta a mão, franze a testa e ameaça bater. Às vezes bate. Nós ralhamos sempre.
Adora pintar e brincar. E a Jojo, a Princesa Sofia, a Sherife Kelly e o Mickey.
Brinca com a comida e não tem prazer especial em comer. Diz que quer tudo e não come nada. A sopa ainda não come sozinha.
Dá mil beijos e abraços e assim nos derrete.
À pergunta até onde a amo responde: "até à lua, i...dvolta". Assim mesmo: "i...dvolta".
Quando lhe pergunto o que quer ser quando for grande, responde prontamente: "Princesa". Já o é. Já o é.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Ser ou estar

Todas as crianças fazem birras e cenas deploráveis,  de quando em vez.  E todos os pais têm muletas,  isto é,  desculpas para o seu comportamento. Não é que uma justificação fosse imperativa,  mas todos o fazemos.  As minhas estão sempre com sono.  Uso sempre a desculpa do sono,  estando ou não.  E estar, aqui,  é o verbo a reter.  É que, felizmente,  na língua portuguesa,  ao contrário da inglesa,  temos diferentes verbos para estar e ser.  E é completamente diferente uma criança estar a fazer uma birra ou ser birrenta.  Por isso,  as crianças portarem-se mal é normal.  O que não é normal é os pais justificarem com o verbo ser: é um mau feitio,  é pior que...,  é uma peste... Será que sou só eu que noto a diferença? 

sexta-feira, 20 de março de 2015

cómodas

As cómodas do Ikea são espetaculares. Têm é de ser usadas como prateleira. Só se pode pôr peso em cima. Mesmo só por cima da cómoda. Nunca utilizem as gavetas senão colapsam.

quinta-feira, 19 de março de 2015

pai

Disse-me uma vez uma pessoa muito inteligente que os melhores pais de cada criança são, salvo raras exceções, os próprios. Eu entendi perfeitamente o significado e concordo plenamente. No entanto, e neste dia do pai, não deixo de pensar que tive um bocadinho mais de sorte que a maioria. É que o meu é mesmo excecional.

quarta-feira, 18 de março de 2015

da série: "are you ready for the job?"

Há dias em que me sinto a secretária das minhas filhas. Entre responder a convites, agendar reuniões de notas, responder a e-mails de pais, comprar presentes para as festas, marcar sessões de leitura nas duas salas... sou a perfeita secretária.

sexta-feira, 6 de março de 2015

a passagem do tempo...

Hoje, 6 de Março 2015, a minha filhota vai jantar com os amigos.
Fica o registo.

Há dois tipos de pessoas #2

Perante um dia de ventania, há aqueles que se encolhem e refugiam. E há os outros... que abrem os braços e apreciam o vento. Eu adoro vento.

domingo, 1 de março de 2015

Eu já vi!

Unhas pintadas com a pontinha de preto. Há coisas de gajas que são chungas, isto é mais que chunga, é falta de higiene!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Foxlife

A sério, que merda é esta dos reclames à grey a interromperem o episódio de Empire? Não é a interromper, é no decorrer! É cortar o som, reduzir a imagem para metade, pôr uma musiquinha chunga e anunciar uma série que vai para aí na 26ª temporada, que já tinha começado e vocês interromperam durante 2 meses! É que já era mau interromper séries... mas isto é demais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Carnavais

Fevereiro de 2009. Fevereiro de 2015. O mesmo vestido. Ambas as franjas cortadas em casa. Uma muito tortinha, mas a minha preferida por deixar ver bem a ainda cara de bebé do meu primeiro bebé. O mesmo sítio, duas prespetivas diferentes. O mesmo amor. Os meus dois amores chineses.
 


 
 


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

das verdades que nunca te dizem acerca da maternidade #2

Sempre que fizeres um programa cultural/enriquecedor/child friendly terás sempre de parar, religiosamente, em todos os parques infantis que encontrares. Sempre.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

das verdades que nunca te dizem acerca da maternidade...#1

Sempre que quiseres fazer um programa cultural/enriquecedor/child friendly terás sempre de ultrapassar uma série de birras, mais ou menos agressivas, com engenho e astúcia. Sempre!
 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

blogs e publicidade

Tive de sugerir uns blogs para receberem artigos, em bom, e publicitarem os mesmos se assim o entendessem. E é muito giro ver a forma inteligente e honesta como estão a lidar com a situação.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Só para quem viu o Frozen...

Como se vê que as minhas filhas adoram o Frozen e sabem-no de cor:
- o Pai Natal trouxe 2 Annas, 1 Elsa e 1 Olaf;
- quando há uma porta fechada, surge a perfeita oportunidade para teatralizar o "vamos fazer bonecos de neve" incluindo o cantar pelo buraco da fechadura e a dança dos pés no tic tac;
- um casaco passa rapidamente a capa, apenas tirando os braços das mangas;
- umas meias servem perfeitamente de luvas, "como as da Elsa, vês mamã?";
- os penteados pedidos agora são: ou uma trança como a Elsa, ou duas como a Anna.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Auschwitz

Já estive em Auschwitz. Para aí em 96 ou 97. Há uma eternidade portanto. E nunca esquecerei. Nunca esquecerei passar o portão com aquela frase cúmulo da maldade e da ironia. Nunca esquecerei o silêncio que se faz. Inevitavelmente. Mesmo num grupo de adolescentes de calções e óculos de sol. Um silêncio espontâneo, carregado de incredibilidade e vergonha. Fala-se pouco em Auschwitz. Nunca esquecerei as fotos, os montes de sapatos e de óculos. E acho que toda a gente devia ir a Auschwitz, pelo menos uma vez na vida. Mesmo de calções e óculos de sol.