terça-feira, 18 de dezembro de 2012

shoppings e dentes

Cada vez detesto mais shoppings. Percebo que são super práticos pelos horários e pela concentração de lojas, mas acho que aquilo tira anos de vida às pessoas. A sério, só se vê gente stressada, a resmungar com as criancinhas e a pragejar com o marido. Depois há shoppings e shoppings, e, na minha opinião o Mar shopping dá 10 a 0 ao Norte shopping, e o parque infantil do Mar Shopping é o melhor para deixar a minha filha mais velha que adora. E andava eu nestes pensamentos pelo shopping quando fui buscar a Matilde ao parque infantil para irmos embora. Estavam a chegar uns amiguinhos dela e ela pediu-me para ficar, e eu fui, literalmente passar tempo pelo shopping. E continuava nos meus pensamentos a pensar que seria a única sem correr de um lado outro ou a bufar numa fila, comi um gelado de iogurte natural bem bom, que não me lembro agora do nome, quando decidi que já chegava e lá desci eu para recuperar a minha criança. Quando lá cheguei deparei-me com um cenário dantesco. Estavam a ligar naquelo preciso momento porque a rapariga tinha ido contra um poste e perdido um dente. Ela já tinha um dente a abanar imenso pelo que assumi que seria esse, portanto nem stressei muito e aguardei que outra criança saisse para finalmente me darem a minha filhota. E aí é que foi, quando vi a boquinha vi que aquilo era mais sério do que o pensei. Voei para o dentista, entrei de ronpante pelo consultório e o resultado final são dois dentes a menos (1 deles tirado a frio pelo dentista), outro a cair, muito gelo, benuron, hoje só come gelado e durante uma semana só líquidos. E a minha filha coragem quase nem chorou e ainda saiu de lá a dizer que era o melhor dia porque ía jantar gelado. 
PS- Ainda acerca de shoppings, outra coisa que não percebo é porque é que o povo não deixa os casacões no carro. A sério, aquilo é um forno e só se vê malta a passear com os seus kispos e sobretudos. Claro que quem vem de autocarro não se aplica, mas eu diria que 95% vem de carro, não?

Inverno

Obrigada nebulizador. A sério, muito obrigada. Obrigada por seres uma companhia fiel nas nossas noites. É que eu não sei o que faria sem ti. Obrigada soro e ventilan e atrovent. Obrigada por serem a única coisa que acaba com a tosse da nossa pequena. Obrigada nebulizador e até logo.

domingo, 16 de dezembro de 2012

regras do jogo

Não tenho a mínima sede de fama. A sério. Adoro o meu relativo anonimato, isto é, viver numa terra suficientemente grande para saber que quando saio à rua poucas pessoas sabem quem sou. Detestaria ser famosa e ver todos os movimentos escrutinados. Por isso até estava a achar piada a não publicitar minimamente o blog e ser apenas mais uma plataforma de diálogo entre mim e o meu marido, que isto nas relações o segredo é mesmo estarmos sempre a inovar. Como disse no início comecei o blog porque gosto muito de escrever neste formato simples e descomplexado. Só. E vou aqui escrever sobre tudo e sobre nada, sobre o meu dia a dia, que passa por ser mulher, por ter uma loja, por ser casada e por ser mãe. E aqui é que a porca torce o rabo. Isto é, é neste campo específico que acho que é bom explicar as regras do jogo, porque já muito li sobre usar os filhos como factor de exposição nestas plataformas. Depois de anos a ler blogues cheguei à conclusão que há regras, e as minhas são muito claras, vou falar normalmente das minhas filhas, sem exageros e sem encobrimentos, e tentar pensar que se elas lerem isto quando forem teenagers não cortam relações comigo. E o que eu vou escrever é, dentro do limite do razoável, episódios do nosso dia-a-dia mas sem mostrar a nossa intimidade. Que essa sim, é nossa, só nossa.

sábado, 15 de dezembro de 2012

e agora, o marido ao barulho

é oficial. depois de alguma negociação, fui autorizado a transformar os meus comentários em posts oficiais! imagino que serão alvo de censura correcção pré publicação, não por causa da minha tendência para dizer alguns disparates, mas por causa dos meus erros gramaticais (eu gosto de dizer que são fruto da minha condição de emigrante durante seis anos, mas se calhar não é só isso!), falta de acentos, excesso de pontos de exclamação e reticências, etc.,  que a minha caríssima esposa não gosta na minha escrita! vamos a isto!
ps: prometo assinar todos os posts, para não haver dúvidas de identidade!
 
o marido
É Natal. É oficial. Está a dar o sozinho em casa na TVI.

random

Não percebo porque é que se chamam meias de descanso se dão tanto trabalho a calçar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

festa de natal

Também eu vou falar da festa de natal da minha filha. Que foi hoje de manhã. À qual eu fui sem a filha mais nova! Graças a Deus e a todos os santinhos, que aquilo já é insuportável só por si, então a ter que controlar a minha macaquinha durante duas horas naquele ambiente insano é de dar um tiro misericordioso logo ali. Não me interpretem mal. Adoro ver a minha princesa e sou uma mãe muito ruidosa a aplaudir a minha filha. Hoje ela engasgou-se, e depois lá conseguiu dizer o seu texto (que como mãe muito babada informo que era muito grande) e eu até aplaudi fora do tempo, quando ela acabou de falar, muito orgulhosa! Mesmo à totó! Mas pronto, é o meu papel, e eu certifico-me que ela me vê e que sabe que vou aplaudir os bons e os maus momentos. Que foi o que fiz hoje precisamente. No entanto, quando ela acaba, eu encosto-me sossegada e fico a assistir ao outro espetáculo. O dos paizinhos muito ofendidos porque alguém se levantou, o dos paizinhos que não respeitam nem os lugares dos meninos, o das mãezinhas com quilos de maquilhagem e muito afectadas, e acima de tudo aos paizinhos muito nervosos, muito stressados...calma... é só uma festa de natal com textos demasiados longos, metade dos lugares que eram precisos para a plateia presente, e o dobro dos bebés aconselháveis nestes eventos. mas é mesmo assim. E para o ano será igual. E eu lá estarei a aplaudir ruidosamente quando a Matilde entrar, e a encostar-me na cadeira e quase a adormecer no resto do tempo.

O marido: admiro a tua capacidade para aguentar  estas festas. Desde o primeiro dia de escola da nossa mais filha que as festas escolares têm sido um exemplo óptimo daquilo a que eu chamo "vida à vez" (posso explicar melhor o conceito mais tarde, mas resumindo, descobrimos que como casal, desde que temos um negócio juntos, aberto 6 dias por semana e filhos, temos que fazer opções e só pode ir um de nós, à festa do primo, ao jantar com os amigos, estar à mesa, etc...). Como tenho uma esposa que é mãe galinha eu fui-me "safando", mas fui-me apercebendo que a nossa filha sentia falta da minha presença. e desde há uns tempos para cá que tento marcar presença. Chego, espero pelo início da atuação, deteto a nossa filha, tento ao máximo que ela me veja e logo depois "fujo".
Foi mais uma vez assim este ano com a diferença de que ela não me viu e apanhei uma valente molha! Vivam as festas de Natal!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

filhas mais lindas do mundo

E esta foi a semana em que a minha filha crescida estreou o seu beliche gigante, lindo, lindo! E agora dorme mais perto das estrelas!

fado

Adoro ser portuguesa. Mesmo. Adoro Portugal e, nas minhas viagens, sempre defendi Portugal. Temos defeitos como povo, somos mesquinhos e paternalistas ao mesmo tempo como sociedade, mas temos muitas qualidades: somos mesmo simpáticos e prestativos, gostamos de nos divertir e somos bons trabalhadores, quando bem geridos. E há coisas que nos definem como povo, como o bem receber, o prazer de estar à mesa, o prazer de bem comer, cheiros e cores e sabores. E músicas. E uma coisa que nunca percebi é esta definição automática do ser português através do fado. Até gosto de alguns fados, fadistas e até me emociono com alguns fados. Mas, como portuguesa, como muito portuguesinha o fado não me define. O fado não pertence à minha história, à minha construção de nacionalidade. Não cresci com o fado. O fado é, essencialmente lisboeta e de Coimbra. Não é do minho. Eu sou minhota e diz-me mais o folclore que o fado. Talvez até gosto mais, como canções, de alguns fado desta nova geração, mas em termos de definição de identidade, sou mais folclore. E Portugal é também esta diversidade musical. E não é só fado.

casa

Para arrumar uma casa com 2 crianças é preciso usar a técnica da cebola. Arruma-se uma camada, depois outra... e a casa está sempre desarrumada!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

lojinha

Adoro a minha loja, a loja a que chamamos lojinha. E adoro saber que os clientes que acabaram de sair vão genuinamente admirados pela nossa eficiência. Acho que fazemos um bom trabalho. A maior parte dos clientes são simpáticos. Mas depois há de tudo, há os clientes impossíveis de agradar, há os que chegam a ser mal educados, aos quais a única resposta é o sorriso, há os que nos dão conselhos úteis e os que nos querem ensinar a gerir a loja. E depois há aqueles que dizem coisas surreais, do género, depois de maltrarem artigos de exposição, ah! isto não é para vender, pois não? E nós sorrimos. Porque é sempre a melhor resposta. Ás vezes é a única.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

blogs

Esta lista de blogs aqui ao lado é, vista daqui, do mais eclético que existe. Ali estão os monstros da blogosfera, e os que gozam com eles, ali estão os blogs de mães, muito diferentes entre si, os de moda com umas gajas muito giras e outras nem tanto (mas com quem eu aprendo na mesma). Ali estão os muito sarcásticos e os mais anjinhos. Os que se levam muito a sério e os que não. Mas eu gosto de ler todos. A sério. Duns tiro umas dicas bem giras, doutros aprendo as últimas tendências, que não sigo mas que sei!, ás vezes dou gargalhadas valentes, outras vezes digo: que totó, outras vezes espanto-me com vidas tão diferentes da minha, mas gosto de ler estes blogs. Todos.

Natal

Tenho uma filha de 6 anos que ainda acredita no Pai Natal. Mais. Decidiu ainda acreditar no Pai Natal. Já nos perguntou, já duvidou, já conversou com as amiguinhas: quem é que já o viu, como é que ele faz, quem acredita, quem não acredita. Já racionalizou o pai Natal e concluiu que acredita. De vez em quando ainda vem um: mas mãe o que é tu achas? E eu tento devolver a questão, dizer que não sei, o que é que ela acha, que se existir e consegue distribuir presentes a todos os meninos é com magia, mas que não sei! E ela decide acreditar no Pai Natal. O pai, mais céptico, está mortinho para lhe dizer a verdade, mas eu gosto de ter uma filha que ainda acredita no Pai Natal. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Benedita, Prof Fátima e Pi

Uma das coisas que me surpreendeu descobrir nesta viagem da maternidade foi a forma como me apeguei às educadoras das minhas filhas. Sou uma mãe galinha, galinha. E a fase de adaptação às escolinhas das minhas duas filhas foi, e ainda está a ser, um drama. Não por ciúmes e porque não quero que elas se apeguem a outras pessoas, como muita gente faz questão de dizer e que é, para mim, das coisinhas mais estúpidas que me podem dizer. É um drama porque, infelizmente ambas foram para a escola por volta do 1 ano, e apesar de saber que são bem tratadas, elas sentem um abandono brutal, e eu morro por dentro. Simples! A única coisa que quero é que elas fiquem bem, o que felizmente já começa a acontecer também com a pequenita, o que me deixa apenas e simplesmente feliz. Mas pronto, esta adaptação às escolas é outro dos grandes clichés da maternidade, sobre o qual toda a gente tem muitas certezas e fórmulas. Adiante, eu falava das educadoras. Sempre tive uma sorte gigante com as educadoras das minhas filhas, porque foram um colo seguro para elas. Quando, aos 4 anos, a minha filha mais velha mudou repentinamente de escola, muito corajosa e sem verter uma lágrima, eu dei por mim a chorar como uma madalena porque ía abandonar a Benedita. E quem me conhece compreende a minha própria surpresa. Que é isto? E eu chorava, chorava :) Depois, com a Professora Fátima lá voltamos ao mesmo, quando não contive as lágrimas quando ela, na primeira reunião comigo, passado uns meses de conhecer a minha filha, me disse da forma mais franca e generosa, que a minha filha era muito especial. E, passado 2 anos, na última reunião com ela, em Julho último, lá estavamos as duas abraçadas a chorar. E sinto que, daqui a uns tempos, quando tiver que me despedir da Pi da minha filha mais pequena, não vão faltar lágrimas. Porque gosto muito delas. Mesmo. Por elas gostarem tanto das minhas filhas. E, isso sim, é priceless.

sábado, 8 de dezembro de 2012

margens de lucro

Isto de ter uma loja é engraçado. Isto de ter uma loja sem qualquer experiência comercial prévia é ainda mais engraçado. Tivemos que aprender tudo, tudo, tudinho, até quais as margens de lucro. O que me traz ao assunto de hoje: margens de lucro. É engraçado dizer isto porque o que eu sinto quando digo margem de lucro é que as pessoas automaticamente pensam em porches e casas de praia. Mas não... é das margens de lucro que se tem de pagar a renda, e a conta da água, e a creche, e o papel higiénico e os iogurtes. Muito menos glamoroso! Mas pronto, tirando o impacto inicial da expressão, as margens de lucro são também completamente bipolares. Isto é, tirando os profissionais da coisa, os amigos e familiares têm uma relação completamente bipolar com as margens de lucro. Quando os amigos te querem compar alguma coisa, acham que temos margens de lucro de 1000%, e portanto que os descontos devem ser, no mínimo de 80%. No entanto quando os conhecidos, sim porque felizmente não temos amigos assim tão loucos, te querem vender a tralha/artesanato/coisa mais gira e útil, as margens de lucro são de 5%, porque querem vender a 10, para ser vendido a 11. E IVA é coisa que nem existe!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

piadinha

Ora, para quem está a par da blogosfera cá do burgo, aqui fica uma foto que junta 3 grandes clássicos: cães, muita em voga estes últimos tempos, lareiras, sempre um sucesso, e uma-foto-a-apanhar-só-as-pernas-e-os-pés! Será que já passei na 1ª aula do curso de blogger profissional? Ah, e até juntei outro clássico que é-esta-história-de-escrever-tudo-entre-tracinhos-para-ler-ritmadamente.

da minha cama

Da minha cama vejo um pinheiro lindo e relva e um céu azul imenso. Da minha cama vejo aviões a passar. E muitos pássaros e gatos a passar e cães. Da minha cama vejo uma bebé fofa, que me acorda muitas vezes só para me mostrar que me ama, e um maridão que amo de paixão. Da minha cama vejo 2 focinhos de cão com cara de mimo. Sou uma priveligiada.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

sinais da idade

Lido bem com a minha idade e não sou saudosista. Mas sinto o tempo a passar. Por coisas parvas, tipo passar por um grupo de jovens de 18/20 anos e ja não me identificar, por uma constipação não significar só um monte de lenços sujos, mas um congestionamento que se sente, dá dor de cabeça e porra... mas isto não é só uma constipação? É, mas é uma constipação aos 30 e tal e não aos 20! E depois sente-se a idade com uma consulta de ginecologia de rotina (que, ao contrário do que os homens pensam, não é nada agradável) que até aqui era desconfortável e tal, mas no fim era o costume está tudo bem, até para o ano, mas que este ano sai-se de lá com guia de marcha para uma consulta de dermatogia, a que se vai e pensa-se que se sai de lá com um tá tudo bem, até para o ano, mas não! Sai-se de lá sem um sinal, com pontos, com guia de marcha para ir uma data de vezes ao Centro de Saúde fazer pensos e tirar pontos, ah e isto não está muito bom, e espera por reultados e...e....Porra! E sai-se de lá com uma guia de marcha para uma consulta de cirurgia vascular, a que se vai a pensar que está tudo bem, até para o ano,...mas não, sai-se de lá com guia de marcha para uma cirurgia às varizes! Porra! Estou a ficar velha é o que é!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Acessórios

Os acessórios mais frequentes dos pais de crianças pequenas, durante o Inverno, é ranhinho no ombro. É um must! E eu, que gosto muito de camisolas de gola alta pretas sou fan desta tendência. Lindo!

sábado, 1 de dezembro de 2012

wtf

Isto de usar abreviaturas em inglês é o cúmulo dos estrangeirismos, no mau sentido, mas sabe estranhamente bem. E FYI, ultimamente há muitos e-mails da loja que só apetece responder WTF, AKA, FY. LOL :)