sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Leça, Matosinhos, Braga, Bristol....

Eu vivo em Leça desde os 4 anos, mas pelo meio já vivi em Bristol (quase 6 anos) e em Braga (7 meses em full time, mais 2 meses em part time).

Posso, hoje, dizer que adorei cada uma delas. Digo hoje porque quando saí de Bristol jurei que nunca na vida teria saudades, mas ao fim de 3 anos já não era bem assim, e como a memória tem destas coisas, neste momento tenho saudades, muitas saudades (de Bristol e de Londres, onde nunca vivi, mas onde fui muitas vezes nesses 6 anos de vida de emigrante).
Não gostaria de ir viver para nenhuma dessas neste momento (faz-me falta o mar), mas apesar de ser desta geração, não me identifico com esta falta de mobilidade típica da maioria das pessoas da minha idade/geração (entendo por geração aqueles que nasceram 5 anos antes ou depois de mim, mais coisa menos coisa...) mas isto é muito pano para outras mangas que não estas. Por isso se a vida para lá me levasse, para lá iria (ou para qualquer outro sítio se assim tivesse que ser).

Tal como a caríssima esposa, consigo apontar o dedo a coisas especificas que amei/amo nas três cidades onde vivi (certo, Leça está longe de ser um cidade, mas aqui estou a falar da vivência urbana e nesse aspecto não fica longe de nenhuma cidade, temos tudo). Aquilo de que sinto falta é obviamente proporcional ao tempo vivido em cada um dos sítios...

Braga
Tal como a caríssima esposa tenho suadades de ir a pé a quase todo lado, tenho saudades do café Viana, da facilidade que tinha de ir ao café e comprar pão, do espaço para passear os cães. Do bom Jesus nem tanto... Do restaurante indiano....

Bristol
Aqui a lista pode ser infindável, mas vou tentar resumir....
Tenho saudades dos pubs, de guiness, das zonas comerciais (eram duas, muito diferentes), da waterfront (era o mais parecido que havia com o mar, mas acabei por me apaixonar), de Londres, de um bom english breakfast, do brasão da cidade do Porto junto á câmara municipal (era para bristol que vinha ia o vinho do Porto), dos pubs, de guiness, de Londres, dos downs (algo tipo parque da cidade, mas mais simples e com melhores vistas), da suspension bridge, do mercado semanal, da queijaria do mercado (fabulosa), de Londres, até do sítio onde trabalhei como barman... dos pubs, de guiness, de chocolate chip cookies verdadeiras, de blue berry muffins fresquinhos, de apple pies, de portobello road (espera isso é em Londres...), porra, até de fish and ships (que deve ser a pior fast food do mundo), de Camden town (and london again), a hamburgaria gourmet (tinha sido votada como o 3º melhor fastfood place em Inglaterra), Gloucester road, de um bom kebab, dos grafitis do banksy, da galeria tate (london again - durante os 6 anos, acho que não falhei nenhuma das exposições/instalações  semestrais).... Deve faltar aqui qualquer coisa, mas para já fica assim... Porra carissima esposa, quando é que vamos a Londres e bristol?

Sobre leça, leça é a minha terra... Matosinhos só passou a ser desde que abrimos a nossa loja, até aí era só ponto de passagem para o Porto/foz.... Leça é a minha terra, sou feliz aqui. Um dia destes perguntaram-me se ainda valorizava o mar, hell yes, adoro a marginal, o farol, a marina, o Porto de Leixões, sempre que tenho tempo (3/4 vezes por semana) vou pelo caminho "longo" para o trabalho só para ver como está o mar!

Acima de tudo adoro a minha família e seria feliz onde quer que tivesse que viver com elas todas (caríssima esposa, filha mais velha, filha mais nova e duas cadelas). Se pudesse trazia a irmã para mais próximo....

E já agora, quando é que vamos a Englaterra (a caríssima esposa ainda hoje me goza porque quando falo de Inglaterra, digo Englaterra....será?)???

Cromices

Eu sou tão mãe galinha que nas minhas caminhadas/corrida, na proporção de 20/1, passo em frente às escolas das minhas filhotas, só para ver se está tudo bem. Por fora. Vê-se imenso.... not.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Braga

Escrever acerca da minha terra nova fez-me saudades da minha terra.
Tenho saudades de tomar café no Viana, com as suas mesas de mármore vermelho lindo e os seus espelhos.
Tenho saudades de ir a pé à Zara na Avenida da Liberdade e à Mango na Rua dos Capelistas.
Tenho saudades de ser fácil combinar um café com as minhas amigas no Braga Parque.
Tenho saudades de cada rua ter uma referência, coisa que só acontece no sítio onde crescemos.
Tenho saudades do Bom Jesus.
Tenho saudades de passear na Rua do Souto.
Até tenho saudades da Rua de Guadalupe e dos seus olhares indiscretos sempre que saía de casa.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

livros

Há livros que me fazem estar acordada à noite. Não a lê-los mas a pensar neles, pela verdade das crueldades neles descritas. Foi o caso do último. Deixou-me angustiada. E agora até tenho medo de pegar noutro. Estou quase a ponderar pegar num daqueles que vêm num saquinho rosa cheio de brilhantes.  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Matosinhos Leça por uma estranha

Ri-me outro dia quando passei por uma rua em Matosinhos que eu conhecia e o André não. E disse que já sou uma Matosinhense encartada. Já tenho cartão da biblioteca e da piscina de Perafita. E por isso aqui ficam pormenores de Matosinhos/ Leça por uma forasteira encartada:
Matosinhos tem uma rua que cheira sempre e muito a carvão e peixe grelhado ma-ra-vi-lho-so. Matosinhos consegue uma mistura muito singular de tias com carteiras que valem pequenos apartamentos e peixeiras de pantufas e aventais.
Matosinhos tem segredos inacreditáveis como num dos prédios mais alto perto da praia, no terraço bem lá em cima, alguém instalou um trampolim, e de vez em quando uns miúdos saltam muito perto do céu. Aquilo sim é um sítio digno para um trampolim.
Matosinhos tem uma biblioteca linda e óptima para levar as crianças.
Matosinhos tem uma rua com vários bares de alterne, paralela à rua principal de restaurantes.
Leça para além da marginal e do farol lindo, tem ruinhas antigas incríveis, com mercearias e escolas onde estudam as meninas mais lindas do mundo.
Leça tem o mar e a praia, e a piscina das Marés, e o Centro Hípico, e a Quinta da Conceição e de Santiago e o Clube Naval, por isso é um paraíso de actividades lúdicas para uma criança crescer.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Já não via novelas para aí há 6 anos. A última que vi era aquela do foguinho, e dos profiteroles é sobremesa de rico, brincadeira ainda hoje partilhada com o meu marido sempre que comemos profiteroles, mas para aí há 2 semanas fui apanhada num episódio da Páginas da Vida, antiguinha, antiguinha, e já não consegui largar mais. Estou a vê-la pela 2ª vez e estou agarradinha de todo. Adoro. E é daquelas que anda muito com o tempo para a frente. Adoro. E tem músicas lindas. Adoro. É pena dar a umas horas indecentes, mas acho que já não tem remédio. Estou viciada.

 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ai o amor.... - o marido

Nota prévia - desde que a caríssima esposa começou a ficar mais em casa com a filha mais nova, eu perdi o meu, como dizer, o meu "kitchen mojo", especialmente no que toca ao caril, outrora um prato divinal feito por mim, nos últimos 2 anos, não havia caril que não saísse "bland", ou aguado, ou sem sal, ou pior ainda tudo junto... continuando....
Depois da declaração da caríssima esposa (podem ler aqui), não sabia bem o que fazer... Na altura verti uma ou duas lágrimas e fiquei sem resposta... Para quem me conhece, sabe que isso não é fácil... Que havia de fazer? As únicas respostas de que me lembrava iam ser censuradas de certeza... Solução? No ano passado cheguei a casa e tinha um magnifica refeição à minha espera, este ano tinha que retribuir... Fui às compras, comecei a preparar, fui buscar a canalha as meninas à escola e começou a complicada tarefa de cozinhar uma refeição gourmet com três meninas (à quinta-feira temos uma a mais cá em casa) à solta.... Não foi fácil, mas soube-me bem e a ementa foi: Camarões sakura com molho cocktail, santola, santola recheada, e caril de santola e camarão.
Result, my kitchen mojo is back! O caril estava um estrondo!


Pai e filha (mais velha)

Hoje de manhã fui, como sempre, abrir a persiana do quarto da filha mais velha, para dar início ao complicado processo de acordar a dorminhoca... Depois das férias a excitação de regressar à escola era tanta que surpreendentemente ela saltou logo da cama... Depois de se espreguiçar e tirar o cabelo da cara disse:
-pai, não consigo abrir os olhos, eles fecham-se.
-é o sono, isso já passa. - respondi
-não é nada o sono, são os olhos, eu abro e eles fecham.

Fiquei sem resposta, peguei nela ao colo e dei-lhe muitos beijos de bom dia até ela conseguir abrir os olhos....

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Happy Valentine

Paciência

E pronto! Agora anda tudo a desancar na obrigatoriedade em pedir fatura, e coitadinhos dos que têm negócios e vão ter mesmo de pagar impostos, e vão mas é levar no...  A sério, não há paciência. Eu tenho uma loja, pago muito, muito, muito, muito, muito IVA, e mais impostos, e custa, ah pois custa, eu sei quanto custa, mas será que não percebem que todos têm de pagar, e se pagando não têm viabilidade, têm de fechar... É assim. Não há paciência para a conversa do coitadinho, a sério, não tenho paciência.

É que é mesmo assim!

http://www.parentdish.co.uk/kids/10-things-you-swore-you-would-never-do-before-children/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ai o amor....

Mais uma vez começo um post a dizer que não ligo nenhuma ao Dia dos Namorados. Não trocamos prendas, não vamos jantar fora, usamos apenas a desculpa para fazermos um jantarinho delicioso, a mim amanhã calha-me a sobremesa, que vão ser uns brownies de chorar. No entanto, acho que este dia pode servir de pretexto para falar do meu marido. Somos muito diferentes um do outro, mas somos iguais na relação, isto é, ninguém é superior. Rimo-nos muito dos defeitos do outro, e ele ensinou-me a rir-me os meus. Ensinou-me também os prazeres da vida e a curti-la sem dramas. Ensinou-me a desdramatizar. Vemos muitos aspectos da vida da mesma forma, mas também concordamos em discordar de vez em quando. Sinto que ele me completa, e, como lhe costumo dizer, amo-o muito, mesmo quando me apetece matá-lo. É o meu homem, e mesmo quando estou muito chateada com ele, nunca ponho realmente em causa a fortaleza que para mim é a nossa relação. Feliz dia dos namorados marido.  

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Carnaval

E porque é Carnaval aqui fica a rainha mais linda e o gato com o pior acordar do mundo! Mas muito fofa.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

E esta, hein?

E vou eu buscar a minha filha mais velha à escola, encontro a professora, então "está tudo bem com a Matilde?", "Oh mãe, ela na sala continua uma maravilha, mas tem de falar com ela porque no intervalo deu um murro na barriga de uma menina e uma cabeçada a outra." .... E um buraco para eu me enfiar, não? Não há?

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O problema da sesta

A sesta da criançada é uma coisa maravilhosa. É o intervalo que nos permite respirar, no meio de um dia sempre cheio quando eles estão acordados. O problema da sesta é que tem hora marcada. E a hora é das 13h00 às 15h00, o que basicamente é a hora de almoço, o que dá cabo dos planos familiares de diversão todos. Não acaba com os planos porque nós insistimos em sair com a criançada na mesma, que acaba por não dormir à hora certa, depois aterra lá para as 18h00, e depois só vai dormir lá para a 01h00, quando já estamos quase a vendê-los no ebay. E são estas as singularidades da sesta.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"mãe preocupada": és grande!

E continuando nesta história de porque gostamos de ler blogues... é porque há realmente muita gente a escrever muito bem e depois há textos que transcendem o escrever bem. Há textos que conseguem dizer algo complicado, sem se perderem na forma, mas de forma sublime. Confesso que fico com inveja da qualidade deste texto:
 
"Andaremos a pagar pelo resto das nossas vidas, com as contrações dolorosas a dispararem continuamente a meio de uma noite espessa ou de um dia ligeiro. E o filho a rasgar-nos o corpo todos os dias um bocadinho. Saem as palavras como a cabeça, depois os passos como os ombros, e depois, de enfiada, com a voracidade do tempo, saem as questões, as dúvidas, as procuras, as tristezas, as vitórias, as doenças, as aventuras... Mas sempre, sempre, sempre uma parte fica cá dentro, sem expulsão possível. Não há sossego para o ventre, lugar onde passa a morar a alma de quem deu à luz. Filho é eternamente trecho da obra pulsátil e inacabada que uma Mãe é: um trabalho de parto a que nem a morte põe fim.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Porque é que eu leio blogs, o marido.

Porque é que eu comecei a ler blogs?

Em primeiro lugar por causa da enorme curiosidade em saber porque é que a caríssima esposa se divertia tanto a ler blogs (não, não vou escrever blogues, a mim não me soa bem e posso sempre usar a desculpa da minha educação "semi-british" e da minha ex-condição de emigrante para o justificar).

Depois veio esta coisa da carissima esposa começar o seu blog... Tinha que me mostrar participativo e encorajador! e pouco tempo depois estava mortinho por escrever também.

E depois, depois veio o bicho! Confesso que nunca imaginei que houvesse tanta gente a escrever coisas tão engraçadas e tão bem escritas. Sobre a lista de blogs que segue aqui ao lado já dei a minha opinião algures por aqui. Não concordo com a lista, retirava alguns e acrescentava outros, mas há efectivamente gente que tem muita piada e que escreve bem! Quais retirava? isso fica enter mim e mim... mas a carissima esposa já se riu quando lhe fiz a lista dos que me recuso a ler e porquê!

E depois há posts de pessoas que escrevem o que eu penso e parece que fui eu que lhes ditei o que escrever (mas não fui!). Adoro este por exemplo, é mesmo aquilo que eu penso, mas não pensei que se pudesse dizer! (alguns posts deste blog chegam a ser assustadores, no sentido em que dizem exactamente o que estou a pensar, mas atenção, não penso assim sobre tudo o que se escreve neste blog! mal corria!)

domingo, 27 de janeiro de 2013

cozinhas

Cá em casa somos fãs de programas de culinária. Top chef, master chef, nigella, oliver, que eu adoro, a nova modelo que eu não me lembro nome, a gente "papa" tudo. Ao fim de algum tempo começamos a apanhar-lhes as manias,  a descobrir nomes de técnicas novas,  a salivar com a maior parte dos pratos, mas uma coisa que já se tornou piada entre nós é o "pinch of salt" e o "a little butter". O que eles põem de sal e manteiga em tudo....claro que aquilo é bom! Outro dia para ensinarem a fazer puré, puseram 3 batatas e 300gr de manteiga. Ah, grande puré!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Aos 30 começa-se a ter menos paciência. E a desenvolver certas alergias. As minhas são a crise e "o antigamente". Já não posso ouvir falar em crise. Não é por não perceber a sua importância e relevância. É porque a crise é 1 grande tsunami que inunda, há anos e anos, as conversas, os telejornais e todas as cabeças. E torna as pessoas ressabiadas e pequeninas. Vejo mais frases estúpidas sobre os gastos dos deputados, do que discussões sérias sobre a crise. As pessoas gastam muita energia a recomendar renault clios aos deputados e a fazer as contas ao bufete da assembleia. Mas alguém acredita que isto é minimamente relevante? Ou acham que o corte na despesa é nos cafés dos deputados? Tem que haver transparência e honestidade em todas as classes, e cada vez mais um pensamento custo benefício, mas porque que é que isto só é relevante para os deputados. Porque é que quando é um primo que arranjou um tacho qualquer, de preferência público, isso é louvável, e quanto mais roubar mais espertalhão é?
A outra alergia é à conversa "do antigamente". Sempre que alguém, principalmente da minha idade, me vem com a conversa do antigamente é que era, juro que me imagino uma inspector gadget, com um grande punho extensível que me salta da cabeça e dá uma grande murraça. Antigamente é que era bom, eramos todos felizes, respeitadores, ricos em sonhos e pobres em ouro, como dizia a outra. Antigamente não havia crianças mal educadas, velhos mal tratados, não havia fome, frio, a comida sabia melhor, viamos todos o dartacão e era muito lindo. A única pessoa que não me dá urticária com esta conversa é o meu avô, mas tem a idade que tem, foi polícia, viu muita coisa terrível, e, mesmo assim, depois do discurso do passado dá 1 nota a qualquer desgraçadinho que vai lá a casa pedir uma moeda. Agora esta conversa  que antigamente é que as criança eram educadas, não gritavam, não corriam e eram muito obedientes, é demonizar o presente e o futuro, é passar a mensagem que o passado é que foi bom, e que nunca seremos felizes como antes. O que para mim é simplesmente estúpido.  

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Inverno, o marido

E de vez em quando temos destas surpresas.... A desgraçada da caríssima esposa presa em casa com a filha nº 1 e a filha nº 2 doentes!!! Não trocava voluntariamente com ela por nada deste mundo, mas ficava se ela quisesse.Não sei é se ao fim do dia não teria vendido uma das filhas.... Obrigado por tratares delas caríssima esposa, eu valorizo-te!